Futuro em construção: o que esperar do comércio eletrônico

Alta tecnologia, experiência do consumidor e aumento de compras via celular estão entre os principais pilares para o futuro em construção

Mercado Livre Experience 2018_AssinaturaO comércio eletrônico reage a mudanças vindas de diversas direções: responde aos avanços tecnológicos constantes, às transformações de comportamento dos consumidores e às tendências de varejo que alternam o que está no topo da lista de compra dos clientes.

Em apresentação durante o Mercado Livre Experience 2018, Stelleo Tolda, COO e co-fundador do Mercado Livre, falou sobre as tendências que impactam a sociedade como um todo e de que maneira elas podem ser as precursoras de grandes modificações no e-commerce.

Tecnologia como motor de mudança

Os recursos tecnológicos, sem dúvida, são aliados do e-commerce se forem usados de maneira inteligente. Três ferramentas foram destacadas por Tolda durante a sua palestra:

Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial desponta em meio às inovações tecnológicas. Para os líderes empresariais, em funções que ela já se faz presente, a estimativa é que essas atividades cresçam 61% nos próximos três anos. A colaboração entre homem e máquina é de extrema importância para a estratégia dos negócios.

Para quem empreende em comércio eletrônico, ela pode melhorar a experiência de compra do usuário, aprimorar a segurança da loja virtual e realizar ações repetitivas. Como, por exemplo, um atendimento via chatbot.

Impressão 3D

Já é uma realidade em campos, como a medicina e a engenharia. Imaginou quando alguém conseguir imprimir um produto antes de comprá-lo?
Seria uma revolução se as pessoas pudessem ter uma noção do que estão vendo na tela. Certamente, evitaria devolução de produtos.

Migração de telas

Os celulares já se tornaram tela primária para muita gente. As pessoas assistem séries, pagam as contas e até usam como cartão de crédito. Com funções cada vez mais avançadas, é de se esperar que ele se desdobre em inúmeras funções. Para o comércio eletrônico, já espera para 2021 que 70% das transações sejam por meio do comércio móvel (m-commerce).

Consumidor em primeiro lugar

A convergência desses avanços tecnológicos chega em um ponto comum: o cliente. Ele, certamente, já tem um grande percentual da sua atenção, a experiência dele se torna protagonista de todo o ecossistema.

O conceito de Consumer First (consumidor em primeiro lugar) chega à sua máxima potência e, para aproveitar as oportunidades de venda é preciso entender que ele não é baseado em padrões de consumo, mas sim em suas variações.

Com múltiplos perfis de compra, diversidade de preferências e circunstâncias de consumo é preciso estar preparado para oferecer ao seu cliente um mar de opções ao longo da jornada. Mais do que vender, é preciso engajar este consumidor, mostrar relevância na compra, colocar em evidência que você sabe que a escolha dele é primordial.

Mudança no modo de pensar

Em uma época em que o consumo é cada vez mais planejado e consciente, observa-se uma mudança na forma de pensar dos consumidores. Daniela Klaiman, co-fundadora do WinWin Media, empresa de tecnologia, falou que “o futuro acontecerá por meio do comportamento do consumidor”.

Ela vê quatro grandes transformações:

  • A era do monopólio social: importância do que gera valores para as pessoas e tocam a vida delas;
  • Transição do racional para o emocional: conexões cada vez mais próximas;
  • Ênfase na tecnologia: a velocidade do mundo muda a todo o momento e a tecnologia é um dos principais motores;
  • Escassez X Demanda: quanto mais demanda, maiores os preços. E vice-versa.

O futuro em construção já está em andamento. O desenvolvimento das relações e o que irá aproximar as pessoas umas das outras dependem de como a sociedade lidará com as ferramentas que a tecnologia já proporciona.

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