Como dialogar com os brasileiros fora das redes sociais?

Canais online têm recebido altos investimentos para anúncios de produtos, mas como dialogar com os 100 milhões de brasileiros fora das redes sociais?

Mercado Livre Experience 2018_Assinatura

Somos 207,7 milhões de brasileiros. Deste total, cerca de 100 milhões não possuem perfis em redes sociais. Os números mostram que grande parte está conectada, o que impulsiona investimentos constantes nestas plataformas quando se fala em anúncios para a venda de produtos. Mas como dialogar com os 100 milhões de brasileiros fora das redes sociais?

Quem não está presente em nenhuma rede social foi o tema da apresentação dos pesquisadores Felipe Techera e Luiza Futuro durante o Mercado Livre Experience 2018. Eles conduziram um estudo qualitativo – Todo Mundo Quem? – em São Paulo, Salvador, Belém, Porto Alegre e Rio de Janeiro, com pessoas entre 14 e 65 anos, para traçar o perfil de quem não é conectado.

Escolha consciente

Estas pessoas que optaram por ficar fora das redes sociais fizeram uma escolha consciente, ou seja, não são excluídos digitais. Para esse tipo de perfil, os pesquisadores atribuíram o nome de “nativos sociais”.

Este público é formado por jovens comunicativos, mas que preservam a intimidade e fogem do imediatismo. Eles não estão interessados na fluidez do ambiente virtual e nem são instigados a fazer compras online por conta de anúncios patrocinados, por exemplo. Não são, nem de longe, heavy users da Internet.

Eles fazem parte de um movimento crescente, que reúne pessoas preocupadas com uma real conexão entre os indivíduos. Sua relação com as marcas vai além do “consumo pelo consumo”, o que os leva a tomar decisões de compra de forma mais lenta e consciente, pouco influenciada por propagandas tradicionais.

Recado para as marcas

Os “nativos sociais” preferem estabelecer interações humanas reais e arquitetar relações. Por isso, as marcas precisam se atentar para saber como chegar a essas pessoas. Fazer uma ação que agregue valor e faça sentido para atrair essa categoria de clientes.

Um vendedor de roupas online, por exemplo, pode fazer uma pop up store – loja temporária – para mostrar seus produtos, apresentar a marca e criar conexões com este público. Além disso, quem deseja conquistar esse consumidor, precisa fugir dos estereótipos e dos padrões. Este ponto é uma oportunidade para fazer pesquisa de mercado, alinhar estratégias de vendas e planejar como trabalhar com diversos tipos de compradores.

Mas como dialogar com quem não está nas redes sociais?

Lembre-se de que eles não estão nas redes sociais, mas estão online. E, principalmente, eles compram pela Internet. Por isso, é preciso encontrar alternativas para chegar até estes consumidores.

Um caminho pode ser apostar em uma newsletter, por exemplo. Um e-mail bem estruturado, com conteúdo interessante e uma boa seleção de produtos têm grandes chances de atraí-los.

Ter um site próprio também é uma maneira de conquistá-los, já que se trata de uma boa vitrine se a plataforma for bem estruturada. Ele precisa ser responsivo, confiável, fácil de navegar, organizado, ter boas fotos e vídeos para anunciar os produtos e informações de contato da loja virtual – um quesito que deixa os clientes bem seguros na hora de realizar uma compra.

Estreitar os canais de comunicação também facilita a conexão com quem está na Internet, mas não acessa as redes sociais. É possível criar um blog da marca, com textos informativos e tema de interesse do seu público-alvo, ou ter um chat no site para as tirar dúvidas – isso mostra que o vendedor se preocupa com o consumidor.

Outro caminho é reforçar a presença nos marketplaces com investimento em mídia, assim os produtos ganham mais visibilidade e ocupam melhores posições nas buscas.

Com uma estratégia online que contemple os canais de interação onde os “nativos sociais” se fazem presente, traz resultados positivos e de longo prazo.

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