Imóveis usados se tornam mais competitivos

Setor imobiliário se anima com as mudanças nos financiamentos da Caixa Econômica Federal. Entenda como isso beneficiará o segmento de imóveis usados.

Na hora de investir no imóvel próprio, muitas pessoas acabam optando por comprar um apartamento na planta, principalmente por conta das facilidades de pagamento e financiamento. Porém, com algumas mudanças nas regras de financiamentos dos usados por parte da Caixa Econômica Federal (CEF), o setor passou a ficar otimista em relação às vendas dessa modalidade.

“A CEF, que é o maior financiador do setor imobiliário, volta a oferecer linha de crédito pró cotista, que cobre 70% do valor do imóvel usado e 80% do novo, no qual ainda se pode usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o que deixa o produto em condições mais competitivas”, explica a presidente da Rede Imóveis, Neusa Kutinskas. Até então, o banco estava oferecendo um financiamento no qual o cliente precisava dar 50% do valor de entrada.

Para entrar em mais detalhes e não sobrarem dúvidas, Neusa explica o conceito de pró cotista: “essa linha de crédito utiliza recursos do FGTS e é oferecida apenas pela Caixa e o Banco do Brasil. O prazo máximo para quitar a dívida em ambos os bancos públicos é de até 30 anos. A taxa de juros aplicada a tomadores que não têm relacionamento com o banco é de 8,85% ao ano na Caixa, e de 9% ao ano no Banco do Brasil. Caso o comprador tenha relacionamento com a Caixa, os juros podem ser ainda menores, chegando a 7,85% ao ano. Para ter acesso a esse facilitador, é necessário ter contribuído ao FGTS por mais de três anos consecutivos ou não. Contudo, o comprador não pode ter outro financiamento bancário e nem posse de outra propriedade residencial urbana. Preenchidos os requisitos, o uso do saldo do FGTS no financiamento é opcional”.

Crescimento da procura

Apesar das mudanças da linha de crédito terem impacto direto nesse segmento, não foi o único motivo que ajudou no crescimento pela procura de imóveis usados.

Humberto Furlanetto, diretor da Construtora e Imobiliária Bambuí, de Goiânia, acredita ser muito difícil analisar o real impacto em vendas gerado por apenas um fator: “sobretudo no cenário atual no qual as indecisões políticas e econômicas, em alguns momentos, travam o país. Historicamente, percebemos que mudanças nas linhas de crédito que têm como objetivo impulsionar o mercado mostram-se extremamente eficazes. Acredito que, com a queda constante da SELIC, logo teremos taxas ainda mais atrativas chegando ao consumidor final – o que deve aquecer muito o mercado imobiliário como um todo”.

De acordo com o corretor de imóveis André Plati, aconteceu um crescimento entre 20% e 30% por imóveis prontos, e o valor atraente é um dos principais motivos, “afinal, os valores já são mais consolidados do que imóveis na planta, que geralmente são vendidos mais caros do que a região oferece, acreditando em uma valorização que, na prática, muitas vezes não existe”.

De acordo com Neusa, as imobiliárias associadas apresentaram um bom resultado de vendas, com uma média de R$ 350.000,00. “Tivemos imobiliárias que tiveram negócios muito acima desse valor, mas o que mais nos chama a atenção é que ocorreram muitas vendas com pagamento à vista”, relata.

“Devemos lembrar que este é um mercado dinâmico e que cada cidade tem sua realidade. Acreditamos que, em Curitiba, ainda estamos vivendo o melhor momento para o comprador, pois tudo nos força a pensar que, no futuro, os preços começarão a sofrer correções, pois as construtoras estão retomando os lançamentos e estes imóveis chegarão ao mercado com valores reajustados”, conclui Neusa.

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Benefícios de comprar imóveis usados

Além da economia já mencionada, optar pela compra de um imóvel usado garante outros benefícios. “A principal vantagem são as benfeitorias agregadas a residência, como armários, pisos, gesso e decorações, que possibilitam ao comprador adquirir um pronto para morar muitas vezes pelo mesmo valor de um novo”, explica Neusa Kutinskas.

De acordo com Humberto, quem deseja investir em um negócio certeiro, também verá vantagem nessa modalidade. “A compra do imóvel usado envolve menos risco financeiro – uma vez que o bem está construído e deve estar devidamente documentado. Ou seja, não há risco de quebra de construtora, atraso na execução e frustração de expectativa. Sempre é necessário fazer uma análise jurídica do bem e das partes para garantir segurança ao negócio. Outro ponto favorável é a possibilidade de mudança imediata, o que gera economia de aluguel”.

A dica para quem é ótimo em pechinchar é aproveitar a flexibilidade desta modalidade. “A chance de investir em negócios de ocasião onde proprietários oferecem generosos descontos também é uma grande oportunidade”, aconselha André.

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Lançamentos

As vendas de imóveis novos também alavancaram em 2017. De acordo com pesquisa feita pela da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) em 22 áreas do país, as vendas aumentaram 8,5% no terceiro trimestre do ano em comparação com mesmo período de 2016. Em São Paulo, houve um aumento de 32,8% de imóveis novos vendidos em 2017 em comparação ao ano anterior, de acordo com o Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), esse é o melhor resultado desde 2013.

O principal motivo para esse crescimento em específico é a queda na taxa Selic, que atingiu 6,75% ao ano, menor valor da história no Brasil. Com isso, mais famílias passaram a ser elegíveis a empréstimos imobiliários.

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Futuro do mercado

Com tantos dados positivos, é inevitável ter esperança de que o setor continuará com boas expectativas para o futuro. “O mercado de imóveis novos e usados deverá crescer muito nos próximo anos. Com a estabilidade e segurança econômica e as baixas das taxas de juros, o investidor ficará focado em investimentos seguros e a longo prazo. Já a locação terá seu momento de recuperação”, analisa Neusa.

“A busca por usados é constante e crescente e o mercado de revenda é imenso, muito maior que o de lançamentos, mas não percebemos essa busca pois não são produtos com grandes campanhas envolvidas. De uma maneira geral, todas as empresas do segmento apostam em crescimento para este ano. Acredito que ainda não será um período fantástico, e sim, um momento em que nos permitirá crescer e criar bases para aproveitar 2019, já com cenários político e econômicos melhor definidos”, conclui Humberto.

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